Fofoca musical 2: I <3 Sean Penn



Em uma festa cheia de rockstars em Hollywood, estão na mesma área da festa Metallica, Queens Of The Stone Age, Foo Fighters, Eagles Of Death Metal, Sean Penn, Uma Thurman e várias outras pessoas. A seguinte cena acontece:

o vocalista e guitarrista de uma banda que eu adoro estava doidão e lendo uma resvita num canto.

Lars Ulrich chega perto, toma a revista da mão dele e rasga.

O Vocalista doidão: What the fuck, man?!

Como numa revista em quadrinhos, um soco voa no ar e acerta a cara do baterista dinamarquês em cheio: POW!

Caído no chão ele diz...

Lars: Do you know who I am? What have you done?
Sean Penn: You're the guy that just got punched real hard by him!

O vocalista em pé está a postos pra dar outro soco e só então percebe que bateu em um ídolo seu de infância. Mas continua pronto pra outro socão.

A turma do "deixa disso" chega pra acalmar os ânimos e o vocalista de outra banda leva Lars para fora da casa para acalmá-lo. Uma hora e meia depois, eles voltam...

Lars: Okey. I can accept your appologies now.
Sean Penn: For what? For your mom giving birth to an idiot? HAHAHA

Todo mundo caiu na gargalhada e Lars Ulrich saiu com cara de cu da sala.

Ah os contos que se ouve nos backstages da vida... E cada dia mais acho o Sean Penn foda. Ele faz ótimos filmes, deu uns tapas na Madonna (que provavelmente mereceu), criticou as atrizes que passam mais tempo posando de supermodel do que fazendo peças e filmes e ainda tem essas tiradas doidão em uma festa.

Natalie Portman faz bem em dar uns pegas nele ao invés do Rodrigo Santoro. Assim Rodrigo fica no mercado. =)


“I think life’s an irrational obsession.”
Sean Penn


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A águia e a raposa

Saiu no jornal aqui hoje uma série de fotos incríveis.

Eu não sabia, mas na Suécia existe uma das maiores águias do mundo, chamada Kungsörn (Águia real ou Golden Eagle). A envergadura das asas chega a 2,2m, quase um metro de altura e pesa entre 3 e 6 kilos. É o segundo maior predador de asas do mundo, perdendo apenas para a águia símbolo dos Estados Unidos.

O flagra foi feito na região norte da Suécia e mostra uma águia real atacando uma raposa vermelha. Essas raposas pesam pelo menos 7 kilos e 1,5m de comprimento.

Na sequência abaixo você consegue ver que a raposa se defendeu e conseguiu se livrar do ataque.



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Fofoca musical 1

Nicholas Cage ou Nicholas Coppola como é o nome real dele, tem uma lista considerável de casamentos e entre suas ex-mulheres famosas estão Patrícia Arquette e Lisa Marie Presley (Cage é um dos maiores colecionadores de artigos do Elvis e ficou casado menos de seis meses com ela).

Entre as ex-mulheres está a não tão famosa Christina Fulton. Ela é atriz e interpretou papeis pequenos em filmes como the Doors e Dracula de Coppola. Com ela Nicholas Cage teve Weston Coppola.



Weston é um adolescente filho de celebridade normal. Mas poderia ter sido mais bem aproveitado entre os Osbournes. Aos 17 anos weston formou a banda de Black Metal (?) Eyes Of Noctum e claro, ganhou lugar na mídia por causa de seu pai famoso.



Com dinheiro e imaginação, o pequeno Weston resolveu viajar para a Escandinávia e ter em seu disco seu ídolo máximo, Shagrath, vocalista do Dimmu Borgir. Ele viajou então para Oslo e Gotemburgo acompanhado de sua mammy para gravar seu disco e ter a participação de Sagrath. Além dele, participam do disco o baterista Hellhammer e o multi-instrumentista Snowy Shaw. As gravações aconteceram no Studio Fredman, que pertence ao produtor Fredrik Nordström que entre outras bandas produziu DIMMU BORGIR, IN FLAMES e HAMMERFALL. Se internaram em um estúdio em Gotemburgo e gravaram o disco sobre o olhar atento da mamãe Fulton.

O olhar da mamãe Fulton acabou caindo sobre outro músico durantes as gravações e ela acabou de envolvendo com quem? Shagrath, o ídolo do filhote dela. E meses depois acabou casando com ele e virando não só ídolo mas patrastro do herdeiro do Sr. Cage.



Pra ouvir a banda do moleque, a Eyes Of Noctum, entre no myspace deles ou assista o vídeo abaixo. Acho sempre engraçado que os caras falem entre as músicas no show com voz de testemunha de crime no Jornal Nacional.




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Popaganda

Com a crise do mercado musical, artistas procuram sempre outras formas de ganharem dinheiro com suas composições.

Aqui na Suécia eu comecei a reparar na quantidade de anúncios que nem narração tem e usam apenas música e imagem para vender o produto. E na verdade pro artista é um ótimo negócio. A empresa te paga uma bolada super gorda por uma música só, de uma vez, com as variáveis de limites geográficos e tempo de uso.

E essa semana eu fiz uma contagem rápida e no horário nobre, em um dos canais mais assistidos da Suécia, 5 de 10 anúncios na TV eram feitos de música e quase nenhum texto.

Eis os enúncios:






Cover do original Rainbow (1979)




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Do original de 1984 do filme História Sem Fim, escrito por Limahl, cafoníssimo e com nome numerologicamente correto.




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E o original, uma banda chamada Toploader:




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Essa música é famosa. Muitos artistas já fizeram cover dela. O original no entanto foi composto por Jeff Alexander e a primeira performance da atriz Bonnie Beecher.




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Alphabeat é uma banda chicletona meio ABBA da Dinamarca que ficou famosa na Escandinávia todo depois desse anúncio da Coca Light. Reparem que a edição do comercial é muito melhor que a música original.

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A MTV deixou de usar seu M como música e passou a suar ele como Money e passou a fazer programelhos e reality show lobotomizantes e deixou esse hiato na vida de quem gosta de música. Além disso, a geração que cresceu (como eu) assistindo ao nascimento da MTV e a explosão de bandas dos anos 80 e 90, tem hoje vinte e tantos anos e está na ascendente de sua carreira e se trabalha dirigindo vídeos, está claro ganhando seu pão com comerciais, já que a Music Television está em coma. E nos comerciais está o reflexo da frustração (?) ou hobbie dessas mentes brilhantes e sequeladas. Talvez seja essa a explicação mais plausível para esse fenômeno. Ta aí o meu queridíssimo amigo Eduardo Kurt (o Tarantino Tupiniquim) como exemplo.

Um anúncio que alavancou uma a carreira de uma banda foi o comercial pra TV do Peugeot 308 com a trilha do Wolfmother, com a música Joker and The Thief, que depois entrou para o Guitar Hero e deixou acabou de consolidar a banda australiana no mundo.


Money talks, bullshit walks.


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Pensamento do dia (1867)

"Os donos do capital vão estimular a classe trabalhadora a comprar bens
caros, casas e tecnologia, fazendo-os dever cada vez mais, até que se torne
insuportável. O débito não pago levará os bancos à falência, que terão que
ser nacionalizados pelo Estado"

Karl Marx, in Das Kapital, 1867 *


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Pandora's puzzle




Acabei de ler essa reportagem da revista Época e achei bem interessante. Resolvi postar aqui, com os devidos créditos para deixar registrado e para levantar a questão pra mim mesma e para qualquer mulher que leia meu blog.

Afinal de contas, o que é que nós queremos? É claro que todas nós temos uma lista de respotas para essa pergunta que incluem necessidades dos instintos maternais, sociais, feministas e íntimas. E com tantas variantes sobre nossos desejos, eles muitas vezes acabam sendo conflituosos e nós somos as únicas responsáveis por acabar chorando pelo cafageste gostosão ou entediadas com o bonzinho bem-sucedido.

E a nossa natureza é tão complicada que qualquer discussão sobre isso deixa não só os homens malucos (esses coitados de interesses e desejos simples que ou são nossos algozes ou nossas marionetes) e nós mesmas já não entendemos o que diabos nós queremos.

Espero que gostem da matéria.


"O que desperta o desejo sexual feminino
Novos estudos sobre revelam um abismo entre o que as mulheres sentem e o que dizem se

IVAN MARTINS E FRANCINE LIMA. COM REPORTAGEM DE LAURA LOPES

Ida Bauer aparece nos textos de Sigmund Freud, o pai da psicanálise, sob o nome fictício de Dora. É uma moça bonita, de 15 anos, perturbada por tosses nervosas e incapacidade ocasional de falar. Chegou ao divã do médico vienense queixando-se de duas coisas: assédio sexual de um amigo da família e indisposição do pai em protegê-la. Freud aceitou os fatos, mas desenvolveu uma interpretação própria sobre eles. O nervosismo e as doenças se explicavam porque a moça se sentia sexualmente atraída pelo molestador, mas reprimia a sensação prazerosa e a transformava, histericamente, em incômodo físico. Como Ida se recusou a aceitar essa versão sobre seus sentimentos, largou o tratamento. Peter Kramer, biógrafo de Freud, diz que os sintomas só diminuíram quando ela enfrentou o pai e o molestador, tempos depois. Freud estava errado; ela, certa. Anos mais tarde, refletindo sobre a experiência, Freud escreveu uma passagem famosa: “A grande questão que nunca foi respondida, e que eu ainda não fui capaz de responder, apesar de 30 anos de pesquisa sobre a alma feminina, é: o que querem as mulheres?”.

Meredith Chivers, uma jovem pesquisadora da Universidade Queen, no Canadá, acredita que pode finalmente responder à pergunta. Sem os preconceitos e a ortodoxia de Freud, e com recursos experimentais que ele não tinha, reuniu 47 mulheres e 44 homens em laboratório e aplicou o mesmo teste a todos eles: viram oito filmes curtos sobre sexo, com temas variados, enquanto seus órgãos genitais eram monitorados por sensores capazes de medir a ereção masculina e a lubrificação feminina. Ao mesmo tempo, Meredith pediu que indicassem, num sensor eletrônico, quanto estavam excitados com cada cena projetada. Essa era a parte subjetiva do teste.

Os resultados foram sensacionais. Meredith descobriu, primeiro, que as mulheres, sejam elas hétero ou homossexuais, se estimulam com uma gama muito variada de cenas. Homem e mulher transando, mulheres transando, homens transando, quase tudo foi capaz de produzir excitação física nas mulheres. Até cenas de coito entre bonobos (os parentes menores e mais dóceis dos chimpanzés) causaram alterações genitais nas voluntárias, embora tenham deixado os homens indiferentes. Qualquer que seja a sua orientação sexual, eles parecem ser mais focados em suas preferências. Homossexuais se excitam predominantemente com cenas de sexo entre homens ou com cenas de masturbação masculina. Heterossexuais se interessam por sexo entre mulheres, sexo entre homens e mulheres e atividades que envolvam o corpo feminino, mesmo as não-sexuais. O estudo sugere que as mulheres são mais flexíveis em sua capacidade de se interessar. Seu universo sexual é mais rico.

A outra surpresa da pesquisa de Meredith, talvez sua descoberta mais importante, foi a constatação de que existe uma distância entre o que as mulheres manifestam fisicamente e o que elas declaram sentir. As cenas de sexo entre mulheres, por exemplo, foram as que causaram maior excitação física entre as mulheres heterossexuais – mas aparecem em segundo na lista de respostas sobre as imagens mais excitantes. Ocorre o mesmo com sexo entre dois homens. Os sensores vaginais mostram ser esse o terceiro tipo de cena que mais excita as mulheres, mas ele aparece na quinta posição nas declarações. O fenômeno de divergência entre corpo e mente não poupa os macacos. Meredith diz que o relato subjetivo das mulheres sobre os bonobos não é coerente com a excitação física que elas demonstram. “O que eu descobri foi que as mulheres ficaram fisicamente excitadas (com os macacos), mas não declararam se sentir dessa forma”, ela disse em entrevista a ÉPOCA. Os homens demonstram um grau de coerência mais elevado entre as medidas objetivas e subjetivas. Eles declaram gostar daquilo que fisicamente os comove, embora também se confundam com escolhas, por assim dizer, difíceis. No instrumento em que registram suas preferências, os homens heterossexuais marcaram as cenas de masturbação femininas como as mais excitantes, vencendo por pouco o sexo entre duas mulheres. Mas os sensores genitais mostraram coisa diferente: a vitória pertence claramente às cenas de sexo entre mulheres. A conclusão é que também entre os homens há uma diferença entre excitação mental e excitação física, mas ela parece ser muito menor do que entre as mulheres.

Se for excluída a hipótese de que as mulheres mentem a respeito de seus sentimentos (por que fariam isso em laboratório, protegidas pelo anonimato?), estamos de volta à perplexidade registrada por Freud no texto de 1900, com um sério agravante: não é apenas que um homem não entende as mulheres, mas elas mesmas que não sabem o que sentem. Ou não seria nada disso? “As mulheres mentem, de forma consciente e inconsciente”, diz a escritora e roteirista Fernanda Young, de 38 anos. “Elas mentem para sobreviver porque, historicamente, não têm liberdade para dizer o que pensam. Acho que a maioria das mulheres se constrange diante de alguns objetos de excitação e diz que não se excita. É uma questão de sobrevivência cultural”.

A revista dominical do jornal The New York Times publicou dias atrás uma longa reportagem em que a sexóloga Meredith, de 36 anos, discutia a sua pesquisa, publicada em 2007. O texto apresentava várias teorias e pesquisas empíricas que tentam explicar o universo sexual feminino. Curiosamente, quando combinados, os dados obtidos em laboratório parecem confirmar aquilo que Fernanda Young afirma sem amparo estatístico: por razões ainda misteriosas (históricas e culturais, provavelmente; físicas, quem sabe) as mulheres escondem (até de si mesmas) as suas preferências sexuais e operam com um nível elevado (e contraditório) de fantasias, nem todas politicamente corretas. “A sexualidade é um quarto escuro”, diz a escritora.

Desde os relatórios pioneiros de Alfred Kinsey, escritos nos anos 1940 e 1950 do século XX, o meio médico acreditava que mulheres e homens eram sexualmente assemelhados. Foi apenas em 2005 que a pesquisadora canadense Rosemary Basson sugeriu que o desejo das mulheres não segue a cronologia masculina, na qual desejo, excitação e orgasmo se sucedem, nesta ordem. De lá para cá, a ênfase dos estudos sobre sexualidade tem estado nas diferenças entre homens e mulheres. Um dos resultados práticos dessa tendência é a percepção crescente de que o sexo nas mulheres é muito mais subjetivo do que se imaginava. Nelas, os mecanismos de excitação psicológicos parecem estar em ampla medida descolados do que ocorre no corpo. Ao contrário dos homens, para quem ereção é sinônimo de disposição, a lubrificação feminina não significa prontidão para o sexo.

Isso explica por que ainda não existe um Viagra feminino: ele seria inútil, já que a libido das mulheres não é vascular. Meredith vai mais longe. Ela especula que a lubrificação vaginal talvez seja apenas um artefato evolutivo “para reduzir o desconforto e a possibilidade de ferimentos” durante a penetração. Não teria nada a ver com prazer e satisfação sexual, muito menos seria sinônimo de sinal verde. “Eu vivo repetindo a meus alunos que estar molhada não significa ter consentido em fazer sexo”, diz ela.

A lubrificação vaginal talvez seja um artifício
evolutivo para impedir que a mulher se machuque


Esse tipo de generalização extraída do laboratório reflete a realidade das mulheres? Eis uma pergunta que o psicólogo Ítor Finotelli Júnior, terapeuta sexual na cidade de Campinas, em São Paulo, acha difícil responder. Ele examinou o estudo de Meredith a pedido de ÉPOCA e faz uma ressalva: a amostragem limitada. “O número de voluntários não é razoável. Você precisa de umas 200 ou 300 pessoas para extrair conclusões confiá veis”, diz ele. Meredith trabalhou com 47 mulheres. Outra complicação é a ausência de informação sobre as voluntárias. Qual a idade, qual a classe social, qual a etnia ou a cultura das mulheres estudadas por Meredith? Ele dá um exemplo prático da limitação dessas investigações. Seu grupo de trabalho acaba de concluir um estudo de 200 pacientes (homens e mulheres) sobre fantasias autoeróticas. Descobriu que as mulheres se excitam recordando cenas de sexo com os parceiros, enquanto os homens recorrem a fantasias com “mulheres atraentes”. “Mas isso é válido apenas para pessoas de classe média alta, com curso universitário, que moram em São Paulo e procuram auxílio psicológico”, diz ele.


ATÉ TU, SÍMIO
Bonobos em um momento de atividade sexual. O que eles fazem não deixa as mulheres indiferentes
Um dos indicadores de que a pesquisa de Meredith chegou perto do alvo é que a sua conclusão mais espetacular – a separação entre o corpo e a mente sexual das mulheres – não surpreende tanto assim os especialistas, sobretudo as mulheres que conhecem a intimidade das outras mulheres. “Os homens sabem o que têm de sentir; as mulheres, não”, diz a psicanalista Diana Corso, de Porto Alegre.

“As mulheres querem ser queridas, desejadas, aceitas. Elas se confundem quando têm de explicar o seu próprio desejo.” Essa percepção sobre a relativa passividade do desejo feminino, da sua dependência, está cada vez mais presente na literatura sobre sexualidade. Meredith Chivers fala do “poder de ser desejada” como um dos componentes mais fortes do desejo das mulheres, uma área que ela deseja estudar no futuro. Outra pesquisadora citada na reportagem do New York Times, Marta Meana, da Universidade de Nevada, sustenta que o desejo feminino depende diretamente da urgência demonstrada pelo homem. “Para as mulheres, ser desejada é o orgasmo”, diz ela. É por isso, afirma, que relações estáveis, duradouras e... mornas, tendem a “esfriar” as mulheres.

O desejo feminino parece depender diretamente da
urgência demonstrada pelo homem em copular


Como ocorre com muitos elementos da vasta e contraditória psique humana, há consequências perversas na opção sexual das mulheres pelo prazer do outro. Uma delas é a divergência entre o que o corpo diz e o que a mente ouve, capturada no estudo de Meredith. A outra, perturbadora, é a fantasia do estupro. Os especialistas pisam em ovos ao falar sobre isso, mas o fato é que as mulheres têm fantasias recorrentes de serem submetidas pela força. Por trás disso, encontra-se, aparentemente, a ilusão narcisista (e excitante) de ser tão atraente, tão irresistível, que os homens seriam incapazes de conter sua luxúria. “As fantasias de estupro são muito mais recorrentes do que as pessoas imaginam”, diz o terapeuta Finotelli. Isso quer dizer que essas mulheres gostariam de ser estupradas? Não. Não. E, mais uma vez, não. Trata-se de uma fantasia íntima que dispara desejos sexuais. Ela não esconde a vontade oculta de sofrer a violência sórdida de um estupro. “As mulheres querem ser encostadas no muro, mas não colocadas em perigo”, diz Marta Meana. “Elas querem um homem das cavernas atencioso”. Quem seria capaz de cumprir tal papel? “Denzel Washington”, responde a pesquisadora. “Ele transmite esse tipo de poder e é um bom homem”. O.k., vai.


Ao preconizar a divisão radical da libido das mulheres entre mente e corpo, os novos estudos de sexualidade criam um dilema. Se essa divisão expressa a natureza profunda das mulheres, então há nas fêmeas da espécie humana um duplo comando sexual. De um lado, o corpo, capaz de demonstrar excitação até mesmo durante um estupro, como forma de proteção. Do outro, a mente, dividida entre fantasias de prazer arriscado e a necessidade emocional de intimidade e proteção. Se essa duplicidade corpo-mente for de fato a realidade feminina, há simplesmente de entendê-la e adaptar-se a ela. Uma tarefa para homens e mulheres. Mas existe a possibilidade de que essas constatações reflitam apenas o passivo cultural e psicológico das fêmeas da linhagem humana. Elas são submetidas ao controle sexual dos machos desde o Paleolítico (há dois milhões de anos) e apenas nas últimas três ou quatro décadas foram emancipadas, parcialmente. “A terrível realidade dos estudos psicológicos é que você não consegue separar o que é cultural do que é biológico”, diz Meredith. Ainda bem, já que a nossa vida se passa simultaneamente nas esferas biológica e cultural.

Mas, o que fazer diante do dilema? Carmita Abdo, professora da Universidade de São Paulo e médica do Hospital das Clínicas de São Paulo, uma das mais respeitadas especialistas brasileiras em sexualidade humana, prefere trabalhar com a hipótese terapêutica. Ela sugere, por exemplo, que a mulher fique atenta aos sinais genitais, como uma forma de intensificar seu próprio desejo. As pesquisas mostram que as mulheres têm muito mais dificuldade que os homens em perceber as próprias alterações. Finotelli exemplifica com um fato singelo: diz que é muito comum que as mulheres mais inibidas expliquem o eventual intumescimento dos mamilos como “frio”, mesmo quando a temperatura ambiental e subjetiva está muito elevada. É apenas natural que essas mulheres não reconheçam os sinais de excitação genital e nem se deixem carregar por eles, como fazem os homens. Esse é o terreno em que a informação pode ter uso terapêutico, no qual as pesquisas podem servir como guia. Essa é a especialidade de pessoas como Carmita. Quanto à atávica dificuldade em explicar o que querem, afinal, as mulheres, ela dá de ombros. “A quem interessa responder essa pergunta?”, diz a médica. “A dúvida é que mantém o interesse por elas”. Touché."




OBS: Imagem de Helmut Newton, que podia não saber o que as mulheres querem, mas sabia retratar nossa complexidade e sensualidade.


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Sleep waling dog

Sem dúvida um dos vídeos mais engraçados que eu já vi.



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Músico + contrato = egotrip?




Um dos efeitos colaterais mais nocivos do music business nas pessoas é a intoxicação pelos gases produzidos pela fogueira de vaidades desse meio. Não importa o nível de responsabilidade ou a exposição, do roadie ao empresário, do artista ao responsável pelo catering, passando pelos produtores, é bem comum ouvir os profissionais da música se gabando disso ou daquilo e tentando provar sua importância na gig, na empresa, na vida daquele artista.

Muita gente acredita que é importante você fazer seu marketing pessoal se você quer "nadar com os tubarões", mas talvez seja apenas uma forma de se impor certo glamour no trabalho nada glamuroso da estrada.

Eu já ouvi algumas vezes, de artistas diferentes, a máxima que eu acho extremamente importante que se repita como um mantra de vez enquanto. Neil Young sabiamente disse no restaurante VIP do festival "Ego is the artist's worst enemy. The most dangerous king of evil.". E não é? O Ego faz o artista (qualquer um, mas principalmente o artista) perder a perpectiva do que é importante, de onde está o objetivo e de quem ele é e quem são as pessoas com quem contar.

Eu tive a sorte de trabalhar com alguns dos artistas mais humildes que eu já vi, como D2, Pitty e principalmente Dave Grohl e Neil Young. Todos lendas, guardadas suas proporções e geografia.

No entanto, eu recentemente esbarrei num caso curioso. Um artista que trocou de personalidade sem ao menos ter alcançado sucesso. Conseguiu uma ótima banda pra tocar com ele, um amigo pra encaminhar a demo dele a gravadora e de repente *pliM* tudo mudou. Namorada nova, roupas novas, atitude nova, equipamento igual ao do Metallica sem nem mesmo ter saído em turnê, ever. E o pior, a humildade, o senso de realidade e os laços de amizade se afrouxaram.

Trocou a namorada moça de família bonitinha que cuidava dele quando estava doente por uma bad girl turbinada, que não come, fuma e bebe e só sai com rockstars. Chegou nas reuniões com atitude, colocando pé na mesa, mas esqueceu de dar nome aos bois quando fez agradecimentos em seu disco, afinal, priorizando as coisas. Se veste com a pompa e circunstância de fazer gosto a Constanza Pascolato, mas não pensa em ajudar os membros de sua banda que para poderem estar disponíveis para trabalhar com ele não tem como pagar o aluguel. Perde tempo se defendendo de ataques vazios contra ele na internet mas não corre atrás de achar shows em qualquer buraco que respire um pouquinho de música e constrói assim um castelo de areia pequeno e falido.

O mercado musical é cruel porque vende ondas invisíveis que se propagam no ar, reproduzidas por disquinhos ou aparelhinhos coloridos. É impossível prever se um artista vai ser um hit e estourar nas rádios. Principalmente em um momento histórico tudo muda com rapidez e o mundo todo acabou de ver o impossível acontecer: um presidente negro nos Estados Unidos e o dinheiro do mundo simplesmente desapareceu. Mas é possível sim dizer que com muito trabalho (mas muito mesmo) alguns artistas acham o caminho da luz, a estrada de tijolos gastos mas ainda douradinhos. Afinal, não é segredo que a música é apenas 50% (no máximo) do caminho pro sucesso no mercado como é hoje.

Mas uma coisa é certa, o mercado não perdoa. E muitos artistas chegaram como promessas, como "the new big thing" e afundaram no mar de lançamentos com o peso enorme de um contrato amarrado aos pés, sem nem ao menos terem sentido o gostinho do sucesso.

A verdade é que na vida, como no mercado musical, é preciso ter uma boa dose de humildade para ter o merecimento ao sucesso e reconhecer que sozinho você não chega lá. O sucesso é uma equação delicada na qual qualquer incógnita mal calculada te leva ao resultado amargo do esquecimento.


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A Camp - Nina Persson está de volta




Lembra do The Cardigans? Daquela música hiper grudenta "Love fool", "My Favorite Game" e "Erase and Rewind"? Uma banda sueca liderada por Nina Persson e sua carinha de Kirsten Dunst em Entrevista com o Vampiro? Ela está de volta, mais velha, madura e mais indie com sua banda nova, A Camp, lançando o ótimo Colonia.

A Camp é um projeto solo bem-sucedido transformado em banda. O primeiro disco sinceramente não me diz nada. Acho até chatinho tirando "Song for the Leftovers." que é legal.

Colonia no entanto aqui foi um boom imediato na mídia, causando alvoroço sobre a moça de novo. Nina Persson descreve a banda como: "Girl-pop from the 60s, 80's punk and David Bowie". E é bem por aí. O primeiro single, "Stronger Than jesus" parece um daqueles clipes que o Videoshow mostra, do túnel do tempo. A produção do disco ficou a cargo de Mark Linkous of Sparklehorse e mistura tecnologia de gravação com instrumentos vintage e coroa a onda retrô que assola o hemisfério norte.

A formação do trio também conta com Niclas Frisk e Nathan Larson. Todo mundo com nome começado com N pra fazer real o sonho de gravadoras fãs de numerologia. Aí no Brasil o disco deve ser lançado pela Universal, a gravadora oficial deles.





O Clipe é tão retrô que até o sutiã dela deve ter sido comprado em brechó. Atenção pro formato no vídeo.


Ao vivo no Grammy sueco



Uma entrevista pro Daily Telegraph:



E pra provar que ela e a Kirsten Dunst são quase gêmeas:






Site oficial da banda: http://www.acamp.net/




Enjoy.


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Adultescência

Quando é que uma pessoa se torna adulta? Eu não sei. E nesse momento o fato de não achar a resposta me pertuba um pouco e me peguei divagando comigo mesma sobre essa questão besta.

Quando você é menina e tem sua primeira menstruação, aquele sangramento marca a sua passagem para um outro estágio da vida; você vira uma mulher. E mesmo que ainda não possa tomar suas decisões, seu corpo está pronto para gerar uma nova vida, para se reproduzir. No meu caso, aconteceu aos dez anos e eu sabia o que significava aquilo, mas na hora achei muito estranho, a começar pela cor e pelo incômodo de um absorvente. Não me senti nada "mulher". Afinal, tinha um tijolo de algodão entre as pernas que mais lembrava uma fralda e minha família ria e contava o acontecido ao telefone até para a atendente da pizzaria.

Você vira adulto quando passa a pagar suas contas? Quando alcança independência financeira? Quando sai da casa dos seus pais e deixa o ninho com um cômodo vazio, saindo da segurança debaixo da asa materna para um vôo solo? Conheço gente que saiu de casa aos 15 anos e ainda tem inseguranças de uma criança e outros que com 30 anos ainda moram com os pais e também como uma criança não sabem nem como dobrar sua roupa.

Ouvi um médico num programa de TV sem muito propósito dizer que considera-se que uma pessoa saiu da adolescência quando ela deixa de ter a necessidade de dormir dez horas por noite. Eu atualmente durmo onze horas sem nenhum problema. Também não acho que isso faça alguém um adulto ou não. Crianças e adolescentes dormem mais porque o hormônios de crescimento atuam e são expelidos com mais eficiência durante o sono. Então quando você para de crescer, biologicamente você é um adulto? Pode ser.

Mesmo assim, diz a sabedoria popular que homens são meninos com brinquedos mais caros. Carros, motos, armas, televisões, telefones, computadores ou outros objetos são as distrações preferidas de homensdos 30 aos 100 anos. Eles continuam a colocar nesses objetos projeções de quem eles gostariam de ser. Assim como mulheres colocam seu dinheiro em jóias, roupas, cirurgia plástica etc, na tentativa de imitar a princesinha que elas sonhavam em ser quando crianças?

Outras pessoas agem como se a responsabilidade de ter um filho as fizesse especiais, mais adultas. Seria então a maternidade e a paternidade o marco da idade adulta? Quando você gera outra vida a sua atinge o pique da maturidade? Ou ter filhos elimina os sonhos infantis remanescentes e você passa a lidar apenas com o que é mais importante na vida? Ser adulto é se focar no que é mais importante na vida e não perder tempo com futilidades? Aceitar as responsabilidades como parte do dia-a-dia e ter alguma idéia do que você quer pra sua vida me parece um bom começo.

Eu por exemplo estou achando esse post muito adulto, sem fotos, videos, músicas ou piadinhas. Mas com tantos pontos de interrogação, meu bilhete para a vida adulta ainda deve estar comprometido. Então melhor ficar por aqui.


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